Ana Carolina Psicóloga · CRP 09/XXXXX

Diário · 5 min de leitura

Como funciona a terapia online (e como saber se é para você)

O que acontece na primeira sessão, do que você precisa, como fica o sigilo e o que a pesquisa diz sobre terapia por vídeo.

Muita gente pensa em fazer terapia durante meses antes de mandar a primeira mensagem. Uma parte dessa demora tem a ver com o que se sente. A outra parte, bem maior do que parece, tem a ver com não saber como funciona. Este texto é para a segunda parte.

É terapia de verdade?

Sim. No Brasil, o atendimento psicológico online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia desde 2018 (Resolução CFP nº 11/2018). Para atender online, a psicóloga precisa ter cadastro aprovado no e-Psi, uma plataforma do próprio Conselho. Você pode consultar se uma profissional está cadastrada em cadastro.cfp.org.br.

A terapia online segue o mesmo Código de Ética da presencial, incluindo o sigilo. O que muda é o lugar: em vez de uma sala, uma chamada de vídeo.

E funciona?

Pesquisas que compararam psicoterapia por vídeo com a presencial têm encontrado resultados parecidos para muitas demandas comuns, como ansiedade e depressão. O que mais faz diferença costuma ser a mesma coisa nos dois formatos: a confiança entre você e a psicóloga e a regularidade dos encontros.

Isso não quer dizer que o online sirva para todo mundo, em qualquer momento. Situações de crise, por exemplo, pedem atendimento presencial e de urgência. Na conversa inicial, a própria psicóloga avalia com você se o formato faz sentido.

O que acontece na primeira sessão

A primeira sessão é uma conversa para vocês se conhecerem. Normalmente a psicóloga pergunta o que te trouxe, como está a sua vida hoje e o que você espera da terapia. Você fala o que quiser, do jeito que conseguir. Não precisa chegar com nada organizado.

Também é o momento de tirar dúvidas práticas: frequência, duração, valor, sigilo, o que fazer se precisar faltar. Ao final, você decide se quer seguir.

Do que você precisa

  • Celular ou computador com câmera.
  • Internet estável.
  • Um lugar onde possa falar com privacidade. Fone de ouvido ajuda.

Não ter um cômodo só seu é mais comum do que parece. Tem gente que faz a sessão no carro estacionado, no quarto com uma música do lado de fora da porta, ou numa sala de reunião vazia no horário de almoço. O importante é você se sentir à vontade para falar.

Como saber se é para você

Algumas perguntas ajudam:

  • Você tem dificuldade de encaixar deslocamento na rotina?
  • Você se sente mais à vontade falando do seu próprio espaço?
  • Mora numa cidade com poucas opções de profissionais, ou quer alguém com uma abordagem específica?

Se a resposta for sim para alguma delas, o online pode ser um bom começo. E, se não for, tudo bem: o melhor formato é aquele que você consegue manter.

O primeiro passo pode ser pequeno

Mandar uma mensagem perguntando como funciona não cria compromisso. É só uma conversa. Se você quiser, pode começar por ela.

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